Se você tem um plano de saúde, provavelmente já se deparou com o aumento anual no valor da mensalidade. Mas o que explica esses reajustes? E por que os valores variam tanto entre operadoras como Amil, Hapvida, SulAmerica, Bradesco, Unimed Nacional e outras?
Os reajustes nos planos de saúde coletivos mostram contrastes significativos entre as operadoras. Ganhou repercussão recentemente o fato de a Amil ter tido os maiores aumentos nos últimos meses, enquanto a Hapvida registrou os menores. Essas diferenças refletem as estratégias de cada empresa diante do aumento dos custos na saúde suplementar, o que afeta diretamente tanto os consumidores quanto a dinâmica do mercado.
Neste artigo, vamos explicar como funcionam esses aumentos, mostrar como economizar e proteger o seu bolso, além de destacar os seus direitos como consumidor.
Confira a seguir.
O papel da ANS nos reajustes
Primeiramente, é importante entender o papel da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que é a entidade responsável por regular o setor de saúde no Brasil. Uma de suas funções principais é definir os limites para os reajustes dos planos de saúde individuais e familiares.
No caso dos planos individuais, os reajustes são controlados diretamente pela ANS e calculados com base em critérios técnicos, como a inflação, os custos médicos-hospitalares e a frequência de uso dos serviços. Assim, a entidade busca proteger o consumidor, garantindo que os aumentos sejam proporcionais e justificáveis.
Já os planos coletivos são diferentes, a ANS não impõe limites para os reajustes. Isso porque os aumentos são definidos em negociações diretas entre as operadoras e as empresas ou pelas associações que contratam esses planos. Por isso, é comum que os planos coletivos apresentem reajustes mais elevados, já que não estão sujeitos a um teto regulatório.
Essa diferença no modelo de reajuste entre planos individuais e coletivos reflete as diferentes dinâmicas contratuais e de mercado que influenciam cada tipo de cobertura.
Como os reajustes são calculados?
Como dito anteriormente, os reajustes de planos de saúde podem levar em conta diversos fatores, como a inflação médica, a utilização dos serviços, a mudança de faixa etária e as diferenças entre planos individuais e coletivos.
O custo da saúde cresce acima da inflação geral, devido ao avanço tecnológico, ao aumento dos preços de medicamentos e procedimentos e a maior complexidade dos tratamentos. Quanto mais os beneficiários utilizam serviços como consultas, exames e internações, maior é o impacto no cálculo do reajuste.
Além disso, os planos podem ser reajustados quando o contratante muda de faixa etária, ou seja, reflete no risco associado a idades mais avançadas. Planos para idosos costumam ser mais caros, refletindo o maior uso por serviços de saúde nessa fase da vida.
Como já explicamos, enquanto nos planos individuais o reajuste é limitado pela ANS, nos coletivos ele é negociado diretamente entre as partes, sem limite regulatório.
Saiba quais são os seus direitos
A operadora deve informar os motivos do reajuste e como ele foi calculado. Caso essas informações não estejam claras para o contratante, é importante solicitá-las. E se o consumidor achar que o reajuste é abusivo, ele pode contestá-lo junto à operadora, ANS ou Procon.
Além disso, a ANS e o Procon oferecem canais para registrar reclamações e buscar orientações sobre como proceder nesses casos.
Como escolher o melhor plano e economizar?
Para economizar e escolher o melhor plano de saúde, é essencial comparar diferentes opções. Você pode utilizar os sites para verificar as opções de preços, coberturas e índices de reajuste das principais operadoras.
Negociar com a operadora pode ser uma alternativa, especialmente em planos familiares ou empresariais, que podem oferecer valores mais vantajosos.
Conclusão
Dessa forma, saber como os reajustes funcionam ajuda você a tomar decisões melhores e proteger seu bolso com esse tipo de gasto. Conhecer os critérios de cálculo, os direitos do consumidor e as opções disponíveis no mercado pode fazer toda a diferença na hora de escolher ou renegociar seu plano.
Se tiver dúvidas, entre em contato com a ANS ou procure orientações no Procon. E claro, não se esqueça de que um plano de saúde acaba que é um investimento na qualidade de vida.
O acesso à informação pode mudar vidas.
Esperamos que tenha feito uma ótima leitura, e até a próxima!
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