Escolher um plano de saúde é uma decisão que pode impactar diretamente a sua segurança, o acesso à saúde e, claro, o seu bolso.
Mas, diante de tantas opções no mercado, como saber qual é a melhor para você? Plano individual, coletivo por adesão ou até mesmo modalidades alternativas, como os empresariais? Cada um tem suas vantagens e desvantagens, e a decisão depende da sua necessidade.
Por exemplo, você sabia que planos coletivos por adesão podem ter reajustes mais imprevisíveis do que os planos individuais? E que as grandes operadoras de saúde já não comercializam contratos individuais em larga escala?
Além disso, enquanto o plano coletivo pode parecer mais vantajoso financeiramente, ele pode exigir a intermediação de uma entidade de classe ou administradora, o que torna o contrato mais complexo.
Neste artigo, vamos detalhar os principais pontos de cada modalidade, explicar como funcionam os reajustes e ajudar você a entender qual é a opção mais vantajosa para suas necessidades e orçamento.
Fique com a gente e descubra o que ninguém te conta sobre os bastidores dos planos de saúde.
Quais são as diferenças entre os planos de saúde?
Os planos de saúde individuais são contratados diretamente com a operadora, oferecem maior segurança regulatória pela ANS, mas têm menos opções no mercado.
Os coletivos por adesão exigem vínculo com sindicatos ou associações, sendo mais acessíveis, mas sujeitos a reajustes maiores e menos previsíveis.
Já os planos empresariais (alternativos) são destinados a quem possui CNPJ, geralmente com benefícios como carências reduzidas e custos mais competitivos.
Aqui estão os pontos mais importantes que você precisa saber:
1. Contratação e acesso
Plano individual: contratado diretamente entre você e a operadora. É uma opção disponível para qualquer pessoa, independentemente de profissão ou vínculo com entidades.
Plano coletivo por adesão: exige que você seja associado a um sindicato, associação ou entidade de classe relacionada à sua profissão. Essa intermediação é feita por uma administradora que gerencia o contrato em conjunto com a operadora.
Plano alternativo (empresarial): disponível para quem possui um CNPJ ativo, mesmo que seja um pequeno negócio ou MEI. É contratado diretamente com a operadora, sem intermediários.
2. Vigência e carências
Individual: a vigência começa no momento da assinatura, e as carências passam a contar imediatamente;
Coletivo por adesão: a vigência depende de datas pré-determinadas pela administradora, podendo levar de 15 a 30 dias para ativação;
Alternativo (empresarial): costuma ter carências menores ou até mesmo isenção para contratos novos.
3. Reajustes de preço
Individual: regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), geralmente mais previsíveis e limitados a uma vez ao ano.
Coletivo por adesão: o reajuste é definido pelo grupo e não é regulado pela ANS, podendo ser maior e aplicado em prazos mais curtos.
Alternativo (empresarial): sem regulação da ANS, o reajuste pode variar dependendo do porte da empresa e do perfil dos usuários.
4. Disponibilidade de operadoras
Grandes operadoras, como Amil, Bradesco e SulAmérica, não oferecem planos individuais, concentrando suas operações nos modelos coletivos e empresariais.
Por isso, quem deseja acesso a hospitais de referência e cobertura nacional pode encontrar mais opções nos planos coletivos ou alternativos.
Com essas diferenças em mente, você pode avaliar qual modalidade atende melhor às suas necessidades, considerando custo, acesso e cobertura. Lembre-se de que a escolha deve equilibrar qualidade de atendimento e viabilidade financeira.
Qual plano de saúde é mais vantajoso no longo prazo?
A escolha do plano de saúde certo deve equilibrar custo inicial, reajustes ao longo do tempo e estabilidade contratual. Veja as vantagens e desvantagens das principais opções:
Plano individual ou familiar
- Vantagem: reajustes anuais controlados pela ANS, proporcionando maior previsibilidade.
- Desvantagem: Cada vez mais difícil de encontrar no mercado, devido à redução na oferta.
Plano empresarial
- Vantagem: geralmente tem custos iniciais mais baixos, sendo atrativo para quem busca economizar no curto prazo.
- Desvantagem: reajustes maiores, o que pode encarecer muito o plano ao longo dos anos, especialmente em contratos familiares disfarçados de empresariais.
Plano coletivo por adesão (empresarial)
- Vantagem: acessível para profissionais liberais e membros de associações de classe;
- Desvantagem: possui reajustes altos, sendo a opção menos vantajosa financeiramente no longo prazo.
A diferença entre os valores é realmente gritante. Abaixo, elaboramos uma tabela com base nas pesquisas realizadas pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), sobre o aumento nos planos de saúde ao longo do tempo:
Tipo de Plano | Preço em 2017 (R$) | Preço em 2022 (R$) | Variação (%) | Projeção para 2027 (R$) |
Individual | R$ 522,55 | R$ 707,59 | 35,41 % | 958,15 |
Coletivo Empresarial (até 29 vidas) | R$ 539,83 | R$ 984,44 | 82,36 % | 1.795,22 |
Coletivo Empresarial (30+ vidas) | – | – | 58,94 % | – |
Coletivo por Adesão (até 29 vidas) | R4 458,03 | R$ 845,53 | 74,33 % | R$ 1471,01 |
Coletivo por Adesão (30+ vidas) | – | R$ 813,29 | 67,68 % | R$ 1.363,72 |
Os espaços em branco correspondem a dados não encontrados nas pesquisas da Idec, mas, com o material acima, já é possível ter parâmetros aproximados para identificar o plano de saúde mais econômico no longo prazo, sendo, majoritariamente, o individual.
Como escolher o melhor plano de saúde?
Além dos valores, há outros pontos a serem considerados antes de escolher qual plano de saúde você vai contratar. Abaixo, reunimos alguns passos que podem trazer mais clareza para a sua decisão, confira:
1. Entenda as formas de contratação
Existem três principais formas de contratar um plano de saúde:
Individual ou familiar: feito diretamente pelo seu CPF. Embora pareça simples, é uma modalidade com poucas opções no mercado devido aos reajustes regulados pela ANS.
Empresarial: contratado por um CNPJ, que pode ser até mesmo um MEI. Essa opção geralmente oferece mais alternativas e valores competitivos, pelo menos no início.
Coletivo por adesão: voltado para profissionais vinculados a associações ou sindicatos, com administração feita por empresas especializadas. Essa modalidade pode ser uma boa escolha se você não tem um CNPJ, mas os reajustes podem ser maiores.
2. Defina a cobertura ideal
Os planos de saúde podem oferecer diferentes tipos de cobertura, dependendo das suas necessidades:
Completo: inclui consultas, exames, internações, cirurgias e partos. É a opção mais abrangente e ideal para quem quer maior segurança.
Ambulatorial: cobre consultas, exames e procedimentos, mas não inclui internações ou cirurgias.
Hospitalar: abrange internações, cirurgias e partos, mas não cobre consultas ou exames de rotina.
Se a sua prioridade é garantir cobertura para qualquer situação, o plano completo é a melhor escolha.
3. Considere o modelo de coparticipação
Planos com coparticipação possuem mensalidades mais acessíveis, mas cobram uma taxa adicional por cada consulta, exame ou procedimento. Já os planos sem coparticipação têm mensalidades mais altas, porém sem custos extras pelos serviços utilizados.
A escolha depende do seu perfil:
Com coparticipação: ideal para quem utiliza pouco o plano de saúde.
Sem coparticipação: Mais vantajoso para quem realiza acompanhamentos médicos frequentes ou possui condições de saúde que exigem cuidados contínuos.
4. Avalie suas condições de saúde e financeiro
Considere sua situação atual, histórico médico, idade e frequência de uso do plano. Além disso, compare os valores das mensalidades e os benefícios oferecidos por cada tipo de plano.
5. Consulte um advogado especialista em direito à saúde
Analisar do ponto de vista legal é sempre importante antes de contratar um plano de saúde, assim, você poderá sentir mais segurança no processo de contratação e garantirá que o plano escolhido é realmente o melhor para você.
Caso você já tenha um plano de saúde e deseja fazer a portabilidade ou migração, e acredita ter recebido cobranças abusivas ao longo dos reajustes, procurar esse advogado especialista em direito à saúde também é o melhor caminho para poder reaver esses valores e impedir que esses valores continuem sendo cobrados.
Conclusão
Escolher o plano de saúde certo é uma decisão que impacta diretamente sua qualidade de vida e segurança, especialmente em momentos inesperados.
Como vimos, cada modalidade de plano — individual, coletivo por adesão ou empresarial — possui vantagens e desafios que precisam ser analisados com cuidado.
Enquanto os planos individuais oferecem mais previsibilidade nos reajustes, os coletivos e empresariais podem ser mais acessíveis inicialmente, mas exigem atenção redobrada aos custos no longo prazo.
Além disso, entender suas necessidades específicas, como frequência de uso e tipo de cobertura desejada, é essencial para evitar surpresas desagradáveis.
A mensagem principal é clara: a escolha de um plano de saúde não deve ser baseada apenas no preço ou na facilidade de contratação, mas no equilíbrio entre custo, cobertura e estabilidade.
Se ficou alguma dúvida, releia este material com calma e procure um especialista de confiança para orientar sua decisão.
E lembre-se: investir no plano certo hoje é garantir mais tranquilidade e bem-estar para você e sua família no futuro.
Agora, que tal compartilhar este conteúdo com alguém que também precisa escolher um plano de saúde?
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